Estudo de implantação de terraplanagem
Em Gaspar/SC, duas alternativas de platô e um acesso sobre o curso d’água: topografia, cortes, aterros e aproveitamento do terreno em estudo preliminar.

Estudo de implantação de terraplanagem — dados do estudo
- Localização
- Gaspar, Santa Catarina
- Tipo
- Estudo de terraplenagem e acesso
- Alternativas de implantação
- 2, condicionadas à investigação geotécnica e análise de estabilidade
- Platô — alternativa A
- Aproximadamente 17.406 m²
- Platô — alternativa B
- Aproximadamente 19.722 m²
- Travessia
- Ponte de 13 m em estudo, sujeita a verificação estrutural e hidráulica
Estudo preliminar · R17.4. Estudo preliminar em Gaspar/SC · revisão R17.4. Perspectivas ilustrativas; plantas, seções e quantitativos de estudo. Sem aprovação geotécnica ou para execução.
O relevo é o ponto de partida
Em Gaspar, Santa Catarina, o estudo de terraplenagem utiliza a base topográfica disponível para avaliar a formação de um platô e sua ligação ao acesso. A encosta, a depressão natural e o curso d’água orientam as hipóteses de corte, aterro e implantação. Essa base ainda depende de confirmação por levantamento planialtimétrico oficial.
O terreno em Gaspar
O imóvel está situado junto à Rua José Patrocínio dos Santos, em Gaspar/SC. A imagem de satélite situa o perímetro do levantamento e sua relação com o entorno.
Um acesso que acompanha o terreno
O percurso desce após a entrada, atravessa a ponte e volta a subir em direção ao platô. Essa solução acompanha a depressão do terreno e evita impor uma subida contínua com aterros desnecessários. O greide incorpora concordâncias verticais; o ajuste local da curva reduz a intervenção na encosta.
Por que duas alternativas?
Como o estudo é inicial e ainda não dispõe de sondagens nem de levantamento planialtimétrico oficial, foram comparadas duas hipóteses de inclinação dos taludes. A alternativa A adota taludes mais suaves e maior desenvolvimento horizontal, como hipótese geométrica mais conservadora para esta etapa. A alternativa B avalia maior aproveitamento do platô com taludes mais inclinados, condicionado à confirmação de parâmetros geotécnicos compatíveis pelas investigações e pela análise de estabilidade.
Alternativa A · taludes mais suaves
O platô tem aproximadamente 17.406 m², na cota de 43 m. O corte considera inclinação nominal de 2,5H:1V — 2,5 m na horizontal para cada 1 m na vertical — e lances de 3 m entre bancadas. O maior desenvolvimento dos taludes ocupa uma faixa mais larga e reduz a área horizontal disponível para implantação.
Alternativa B · maior aproveitamento do platô
Se as investigações geotécnicas e a análise de estabilidade demonstrarem condições compatíveis, a alternativa B permite avaliar taludes de corte com inclinação nominal de 2H:1V e lances de 4 m entre bancadas. O platô chega a aproximadamente 19.722 m² na cota de 43 m: ganho de cerca de 2.316 m² em relação à A, acompanhado de maior movimentação de terra.
Área de platô e movimentação de terra
Deslize a comparação para observar a mudança no contorno do platô e nos taludes. As duas superfícies mantêm a mesma câmera e escala. O quadro reúne áreas, volumes geométricos e inclinações nominais das alternativas.
| Grandeza | Alternativa A | Alternativa B |
|---|---|---|
| Área do platô | 17.406 m² | 19.722 m² |
| Corte | 96.761 m³ | 103.673 m³ |
| Aterro | 12.712 m³ | 14.820 m³ |
| Corte + aterro | 109.473 m³ | 118.493 m³ |
| Face de corte nominal | 2,5H : 1V | 2H : 1V |
| Desnível nominal entre bancadas de corte | 3 m | 4 m |
O talude principal visto do pátio
Vista à altura dos olhos, a 1,70 m sobre o pátio, voltada para o talude de corte mais comprido. Compare as três bancadas da alternativa A com as duas bancadas da alternativa B.
O talude do canto lateral
Vista à altura dos olhos voltada para o talude menor, no canto lateral do platô. A posição do observador é a mesma nas duas alternativas.
O pátio visto a partir do canto
Vista ampla a partir do canto do pátio, com câmera elevada a 6 m sobre a plataforma. A comparação evidencia a área livre e sua relação com os taludes nas alternativas A e B.
Cortes, aterros e faixas condicionantes
As plantas de implantação distinguem corte em vermelho e aterro em azul, com curvas do terreno natural, eixo e seções do acesso, ponte e limites das faixas condicionantes. A APP de 30 m e a faixa não edificável são estimativas do estudo; sua delimitação deve ser confirmada no desenvolvimento do projeto.
Bancadas e seções dos taludes
No corte principal, as bancadas interrompem os lances da encosta. A largura nominal é de 3,00 m. As seções extraídas apresentam trechos planos de 2,50 m em ambas as alternativas e um trecho de 3,00 m na A; a diferença entre largura nominal e medida requer compatibilização no desenvolvimento do projeto.
Da ponte ao platô, em perfil e seção
O perfil longitudinal evidencia a descida inicial, o ponto baixo e a subida até o platô. A seção S03 mostra o aterro local sob a via, na curva, e ajuda a distinguir essa intervenção do corte principal do platô. As cotas e concordâncias são de estudo e precisam ser confirmadas no projeto do acesso.
Ponte e encontros com o terreno
A travessia é representada por uma ponte reta de 13 m, com encontros nas margens e quatro alas curtas. A planta localiza a estrutura, o curso d’água e as interfaces com os aterros do acesso. As alas de gabião e suas dimensões permanecem conceituais, sujeitas a dimensionamento.
O que orienta as próximas etapas
O desenvolvimento exige confirmação do levantamento e das cotas de acesso, sondagens, análise de estabilidade dos taludes, projeto de drenagem e verificação da ponte e das interfaces viárias. O estudo considera APP estimada de 30 m junto ao curso d’água; sua delimitação e as demais faixas condicionantes precisam ser verificadas para a solução final.
Percurso e travessia em perspectiva
A aproximação pela ponte, a vista do trecho superior e o detalhe da travessia mostram a relação entre acesso, encosta e curso d’água.
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